A propósito dos 750 anos do nascimento do rei D. Dinis houve, falada e escrita, muita conversa da treta.
Peço aos meus amigos que apaguem, dou permissão para isso, algum texto que eu me atreva a escrever, sobre medicina, direito, economia, sociologia, filosofia, física, modernas tecnologias, química, energia nuclear, geologia e outras ciências que agora não me ocorrem, porque se o fizer, não estou no meu perfeito juízo. Quem é meu amigo, fará o que peço, porque não quererá ver-me cair no ridículo. E eu é a coisa que mais temo: cair no ridículo. Quem cai no ridículo é motivo de chacota e considero uma vergonha. É a desconsideração pela pessoa. Prefiro mil vezes ser desconhecida, a ser referida por dar ocasião a chacota, por ter caído no ridículo de falar do que não sei. Só em estado de completa demência faria isso. Os meus verdadeiros amigos não permitirão, vão apagar, como estou pedindo.
Não se trata de dar opiniões, trata-se de fazer afirmações sobre temas que desconheço.
E fazer afirmações sobre D. Dinis, erradas, foi o que não faltou. E algumas tão disparatadas e sem sentido, que são uma perfeita lástima.
As excepções são restritas. Porque se expuseram ao ridículo? É tão lamentável, que nem me apetece comentar essas afirmações; e é triste constatar tanta falta de senso. Não entendo o que leva as pessoas a gostar de conversas da treta.
domingo, 27 de novembro de 2011
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
A tentativa de impôr o "informal"
Esse equívoco do "informal" é uma desonestidade e um atrevimento. Pretende-se que se aceite como melhor o que propõe e faz que não tem o conhecimento e se despreze o conhecimento organizado, sistematizado e provado. Isto permite ainda alguém achar que pode falar e fazer tudo o que não aprendeu, só porque tem um qualquer cargo que julga que lhe dá poder. Assim acha que pode falar seja do que for, porque o informal é que está a dar, o informal é que é bom.
Pois, é bom, mas para cometer erros, dizer coisas sem sentido e ser motivo de chacota.
Só sabemos o que estudámos e nos ajudaram a aprender, aqueles que sabem mais do que nós.
Desenganem-se os que defendem o informal, que têm andado a dizer coisas sem tom nem som e que há quem esteja a coleccionar esses disparates para um dia os confrontarem com esses equívocos.
Pensem o que seria medicina informal, direito informal, ciência informal....pensem, por favor, para não caírem no ridículo, pensem. Não sejam ridículos, que é uma vergonha!
Pois, é bom, mas para cometer erros, dizer coisas sem sentido e ser motivo de chacota.
Só sabemos o que estudámos e nos ajudaram a aprender, aqueles que sabem mais do que nós.
Desenganem-se os que defendem o informal, que têm andado a dizer coisas sem tom nem som e que há quem esteja a coleccionar esses disparates para um dia os confrontarem com esses equívocos.
Pensem o que seria medicina informal, direito informal, ciência informal....pensem, por favor, para não caírem no ridículo, pensem. Não sejam ridículos, que é uma vergonha!
Mas que gente tão distraída!
Desde o ano 2000 que ando a informar que o nome de Odivelas vem de duas palavras árabes Odi + belaa.
Odi traduz-se por - rio
Belaa, traduz-se por remoinho
Odibelaa pela evolução da língua, veio a dar Odivelas.
Esta é que é a origem do nome Odivelas. Esqueçam as outras.
Ide vê-las é lenda de origem popular e não vale mais que isso.
Odi + velas, estava errada. Porquê? porque se justificava que aqui havia muitos moinhos de vento. Pois havia, mas os moinhos datam do século XVIII e Odivelas já tinha esse nome pelo menos no século XIII, se não antes! Os moinhos com as suas velas, não estavam cá quando Odivelas nasceu e, como é lógico, se não havia "velas", não pode esta palavra estar na origem do nome da nossa terra quando se formou a povoação.
Foi com admiração que vi hoje um livro - "D. Dinis, Actas dos Encontros sobre D. Dinis em Odivelas", ed. Colibri - Câmara Municipal de Odivelas, no qual se remete para um texto de minha responsabilidade, não completando a minha explicação. Falam do termo "Odi" e ignoram o outro elemento "Belaa". Vão buscar "velas" para juntar a Odi, justificação que já devia ter sido posta de parte. Essa proposta de Odi+velas, não estava certa e deixei isso bem claro quando encontrei a explicação de um especialista em língua árabe. E isso está escrito no texto que invocam. Porque omitem metade do texto? Isso prejudica a minha informação e o meu nome e induz em erro quem lê. Não sou eu que digo - é Joaquim da Silveira. Eu limitei-me a procurar e dar conhecimento do que diz quem sabe mais que eu. Não devemos persistir no erro. Devemos corrigí-lo, como nos ensinou Bento de Jesus Caraça!
Mas tudo isto se deve ao medo, eu percebo. É preciso denegrir e apagar quem não se ajoelha. Mas lembem-se que a prepotência não é eterna nem omnipotente.
Odi traduz-se por - rio
Belaa, traduz-se por remoinho
Odibelaa pela evolução da língua, veio a dar Odivelas.
Esta é que é a origem do nome Odivelas. Esqueçam as outras.
Ide vê-las é lenda de origem popular e não vale mais que isso.
Odi + velas, estava errada. Porquê? porque se justificava que aqui havia muitos moinhos de vento. Pois havia, mas os moinhos datam do século XVIII e Odivelas já tinha esse nome pelo menos no século XIII, se não antes! Os moinhos com as suas velas, não estavam cá quando Odivelas nasceu e, como é lógico, se não havia "velas", não pode esta palavra estar na origem do nome da nossa terra quando se formou a povoação.
Foi com admiração que vi hoje um livro - "D. Dinis, Actas dos Encontros sobre D. Dinis em Odivelas", ed. Colibri - Câmara Municipal de Odivelas, no qual se remete para um texto de minha responsabilidade, não completando a minha explicação. Falam do termo "Odi" e ignoram o outro elemento "Belaa". Vão buscar "velas" para juntar a Odi, justificação que já devia ter sido posta de parte. Essa proposta de Odi+velas, não estava certa e deixei isso bem claro quando encontrei a explicação de um especialista em língua árabe. E isso está escrito no texto que invocam. Porque omitem metade do texto? Isso prejudica a minha informação e o meu nome e induz em erro quem lê. Não sou eu que digo - é Joaquim da Silveira. Eu limitei-me a procurar e dar conhecimento do que diz quem sabe mais que eu. Não devemos persistir no erro. Devemos corrigí-lo, como nos ensinou Bento de Jesus Caraça!
Mas tudo isto se deve ao medo, eu percebo. É preciso denegrir e apagar quem não se ajoelha. Mas lembem-se que a prepotência não é eterna nem omnipotente.
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
As potencialidades do Património
O património, devidamente preservado e conservado, pode ser um forte atractivo de visitantes.
Se soubermos, podemos enriquecê-lo acrescentando-lhe pontos de interesse.
O castro da serra da Amoreira está nesse caso. Não há uma cidade nas proximidades que possa ter um miradoura com tanto valor, pelo seu vastíssimo horizornte, desde que não construam ali edifícios de lhe cortem aqueles horizontes. Seria um crime e um acto reveledor de muita ignorância. Até lhes podemos acrescentar um motivo de atracção - a circundar a encosta, desenvolver um caminho pedonal e dar-lhe um nome adequado e chamativo. Por ex. O percurso dos arqueólogos. O nome desperta curiosidade e chama visitantes. Conheço um caso - o caminho dos filósofos em Heidelberg. Todos os que lá vão querem conhecer. Aconteceu comigo. No fim de contas, era apenas um caminho empedrado a circundar a encosta do castelo. Heidelber tinha a encosta e o castelo, nós temos a encosta e uma vastidão com um ângulo de 180-º+180.º.
Com poucos gastos valoriza-se um lugar que a natureza privilegiou. É preciso é saber dar valor ao que o tem, mas isso não é para "bárbaros".
Se soubermos, podemos enriquecê-lo acrescentando-lhe pontos de interesse.
O castro da serra da Amoreira está nesse caso. Não há uma cidade nas proximidades que possa ter um miradoura com tanto valor, pelo seu vastíssimo horizornte, desde que não construam ali edifícios de lhe cortem aqueles horizontes. Seria um crime e um acto reveledor de muita ignorância. Até lhes podemos acrescentar um motivo de atracção - a circundar a encosta, desenvolver um caminho pedonal e dar-lhe um nome adequado e chamativo. Por ex. O percurso dos arqueólogos. O nome desperta curiosidade e chama visitantes. Conheço um caso - o caminho dos filósofos em Heidelberg. Todos os que lá vão querem conhecer. Aconteceu comigo. No fim de contas, era apenas um caminho empedrado a circundar a encosta do castelo. Heidelber tinha a encosta e o castelo, nós temos a encosta e uma vastidão com um ângulo de 180-º+180.º.
Com poucos gastos valoriza-se um lugar que a natureza privilegiou. É preciso é saber dar valor ao que o tem, mas isso não é para "bárbaros".
domingo, 20 de novembro de 2011
Políticos precisam-se
Enquanto não houver mulheres e homens conscientes que o poder é do povo e que confia esse poder a quem defenda os interesses do povo;
enquanto não entenderem que o poder não lhe é confiado para interesse próprio ou partidário, mas para defenderem os interesses de todos;
enquanto não perceberem que não lhe confiaram o poder para "mandar", "ordenar", "impor";
enquanto não entenderem que estão ali para servir e não para "se servirem" e serem servidos;
enquanto não encararem o poder como um serviço aos seus compatriotas, não teremos políticos, mas sim candidatos a um emprego bem remunerado, com carro e motoristas, senhas para refeição, cartão de crédito e telemóvel, cartão/frota, isenção de horários, beneficiários de subserviência, com todos os benefícios daí decorrentes. Tudo isso serão, mas políticos, não!
enquanto não entenderem que o poder não lhe é confiado para interesse próprio ou partidário, mas para defenderem os interesses de todos;
enquanto não perceberem que não lhe confiaram o poder para "mandar", "ordenar", "impor";
enquanto não entenderem que estão ali para servir e não para "se servirem" e serem servidos;
enquanto não encararem o poder como um serviço aos seus compatriotas, não teremos políticos, mas sim candidatos a um emprego bem remunerado, com carro e motoristas, senhas para refeição, cartão de crédito e telemóvel, cartão/frota, isenção de horários, beneficiários de subserviência, com todos os benefícios daí decorrentes. Tudo isso serão, mas políticos, não!
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
As distrações e as suas consequências
Durante a campanha eleitoral para as eleições autárquicas de 2009, vieram ter ao meu TM mensagens muito comprometedoras para quem as escreveu. Só pode ter sido distração ou traição. Não era eu a destinatária, mas havia referências à minha pessoa. Perguntavam mesmo se eu tinha ido à apresentação dos elementos de uma determinada lista. Mas não era a mim que se dirigiam e a mensagem era para outra pessoa responder, o que implicava vigiarem-me para depois irem "bufar" no ouvido de quem perguntava.
Uma pessoa que conquista a sua liberdade correndo riscos, perdendo todo o conforto e baixando drasticamente o seu nível de vida, só pode sentir a maior revolta que um coração e um cérebro podem albergar. E eu sinto essa revolta contra quem inquiriu sobre mim. E a revolta ainda é maior quando essas pessoas receberam as maiores ajudas à custa de sacrifícios impensáveis.
Ainda não decidi sobre que destino vou dar a essas mensagens. Estão guardadas em segurança.
Já pensei em as tornar públicas para vergonha de quem as escreveu, mas por enquanto vou aguardar. Tudo depende de atitudes que venham ainda a tomar. Depende delas. Há coisas que deixo passar, embora não deva, mas há outras que não admito!
Uma pessoa que conquista a sua liberdade correndo riscos, perdendo todo o conforto e baixando drasticamente o seu nível de vida, só pode sentir a maior revolta que um coração e um cérebro podem albergar. E eu sinto essa revolta contra quem inquiriu sobre mim. E a revolta ainda é maior quando essas pessoas receberam as maiores ajudas à custa de sacrifícios impensáveis.
Ainda não decidi sobre que destino vou dar a essas mensagens. Estão guardadas em segurança.
Já pensei em as tornar públicas para vergonha de quem as escreveu, mas por enquanto vou aguardar. Tudo depende de atitudes que venham ainda a tomar. Depende delas. Há coisas que deixo passar, embora não deva, mas há outras que não admito!
domingo, 6 de novembro de 2011
A maldade
Considerei aqui, que a covardia diminui o ser humano. Mas pior que a covardia, é a maldade. Esta, envenena a pessoa e destrói-a. É que maldade pede vingança e a vingança, antes de fazer mal ao alvo da vingança, faz mal ao que se vinga. E as razões que encontra para se vingar, são construções imaginárias criadas pelo egoísmo, pela ambição e pela vaidade.
Diz o povo que a vingança é uma semente que se colhe. Se a semearmos num rochedo, ela produz, e quem semeia, colhe. Ou por outras palavras "Quem semeia ventos, colhe tempestades". Pensemos nisto, antes de semearmos.
Diz o povo que a vingança é uma semente que se colhe. Se a semearmos num rochedo, ela produz, e quem semeia, colhe. Ou por outras palavras "Quem semeia ventos, colhe tempestades". Pensemos nisto, antes de semearmos.
terça-feira, 1 de novembro de 2011
A covardia é um defeito vergonhoso, que diminui o indivíduo.
Faltou-me esclarecer que eu não estava presente. Tenho a creteza que na minha presença e em situação em que eu pudesse falar, essa criatura não teria sido capaz. Eu fiz ao contrário dela - disse-lhe o que pensava dela, e devo acrescentar que não é nada que a própria tenha gostado de ouvir. Foi em privado, encontrando-se no mesmo lugar uma ou duas pessoas e não foi capaz de se defender porque não tinha argumentos. Isto passou-se antes do seu ataque covarde.
As lições de vida
Houve uma pessoa que quis denegrir a minha imagem, atacando-me, sem haver nenhum motivo, na Assembleia Municipal. AH! O motivo estava nos seus interesses pessoais - conservar um tacho que nós lhe pagamos, sem nos prestar o mínimo serviço. O que lhe aconteceu foi várias pessoas saírem em minha defesa e os seus antigos alunos fazerem declarações negativas sobre o seu trabalho.
Sinto-me vingada pelos meus alunos que, espontameamente, só porque me encontraram no facebook, têm vindo a fazer afirmações que anulam completamente a malévola intervenção dessa criatura infeliz. Se fosse capaz de aceitar um conselho, o que não creio, dir-lhe-ia que pensasse sobre a humilhação que sofreu.
Sinto-me vingada pelos meus alunos que, espontameamente, só porque me encontraram no facebook, têm vindo a fazer afirmações que anulam completamente a malévola intervenção dessa criatura infeliz. Se fosse capaz de aceitar um conselho, o que não creio, dir-lhe-ia que pensasse sobre a humilhação que sofreu.
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
terça-feira, 27 de setembro de 2011
5 opiniões sobre a mesma pessoa
Não é meu objectivo fazer publicidade a mim própria, ao apresentar a apreciação feita por 5 autarcas ao meu trabalho, no que concerne ao conhecimento da cultura local e à partilha que faço desse conhecimento.
Apenas quero provar que " todo o mundo é feito de mudança" e que o poeta é que tem razão.
Se eu pretendesse, pretenciosamente, evidenciar-me, colocaria aqui os meus diplomas académicos. Mas não o faço, porque os meus muitos professores foram todos muito generosos comigo e nem um sequer, cometeu comigo uma injustiça. Foram os maiores amigos que tive na vida.
Mas, para confirmar que o poeta é que tem razão, não deixe de ler as opiniões dos autarcas, mesmo que já estejam como "mais antigas". Se merecer um comentário, não se acanhe...
Apenas quero provar que " todo o mundo é feito de mudança" e que o poeta é que tem razão.
Se eu pretendesse, pretenciosamente, evidenciar-me, colocaria aqui os meus diplomas académicos. Mas não o faço, porque os meus muitos professores foram todos muito generosos comigo e nem um sequer, cometeu comigo uma injustiça. Foram os maiores amigos que tive na vida.
Mas, para confirmar que o poeta é que tem razão, não deixe de ler as opiniões dos autarcas, mesmo que já estejam como "mais antigas". Se merecer um comentário, não se acanhe...
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
Odivelas em banda desenhada
O dia da apresentação de um livrinho em banda desenhada, sobre o concelho de Odivelas. Ao meu lado direito, com blusão azul, está o Paulo José, que ilustrou o meu texto, valorizando-o infinitamente. Com aquele ar modesto, está ali um magnífico artista, com um desenho maravilhoso. Mas não era com o desenho que ganhava a sua vida. Trabalhava como segurança.
Por onde andará este meu amigo? Gostaria de saber notícias dele. É uma pessoa encantadora!
Por onde andará este meu amigo? Gostaria de saber notícias dele. É uma pessoa encantadora!

sexta-feira, 29 de julho de 2011
Memórias de um político
Para satisfação de ambições pessoais, deveria ter-me amoldado ao estilo da época, tornando-me manhoso com os malabaristas, fingindo de inocente com os ingénuos e desculpando os desmandos do presente com a evocação dos excessos, aliás bem menores, do passado. Em vez disso, preferi combater os destemperos, as violências e as incapacidades financeiras e económicas do Sidonismo pelo que elas encerravam, em si próprias, de pecaminoso e aviltante à face do direito, da moral e das autênticas necessidades da nossa grei. Ao que se viu, causei um pouco de espanto a todos os politiquetes superficiais com o ardor da minha voz sibilante de beirão de cepa, com a minha tez morena e com a austera independência dos juízos por mim formulados com implacável lógica. Donde vinha e o que queria este moço sacudido? - perguntava-se, segundo mais tarde vieram a afirmá-lo historiadores dessa época. A resposta parecia difícil, quando, na realidade, se revestia de uma simplicidade dionisíaca: vinha da Beira baixa, reduto de virtudes ancestrais, e não a renegava nem no dialetismo da pronúncia nem na rudeza de certo modo eloquente das minhas convicções; e queria ver a Pátria encaminhada em direcção a um futuro mais feliz por métodos mais acertados, com mais vincantes preocupações pelo destino de um povo condenado à miséria, à ignorância, à doença e ao desconsolo. Eis pois de onde vinha e o que queria. Mas acontece - aconteceu sempre desde que o mundo é mundo - que as criaturas vis e imorais pretendem, obstinadamente, medir os outros pela bitola da sua própria imoralidade e da sua intrínseca vileza. por isso, claro está, não me acreditaram."
nota - extracto das Memórias de Cunha Leal, um político do século XX que ninguèm conseguiu calar. Estas Memórias foram escritas em 1966, no Alcaide, sua terra natal.
Obs. Parece-me uma reflexão muito actual ainda.
nota - extracto das Memórias de Cunha Leal, um político do século XX que ninguèm conseguiu calar. Estas Memórias foram escritas em 1966, no Alcaide, sua terra natal.
Obs. Parece-me uma reflexão muito actual ainda.
sábado, 23 de julho de 2011
Não tenho que pedir desculpa
Não tenho que pedir desculpa como não espero agradecimento pela ousadia desenvolta da minha luta em defesa do património e da cultura local. Comecei em 1971 e ainda não parei nem desisti. Até 2005 tive sempre o apoio e o agradecimento dos autarcas. NAS CAMPANHAS DE CALÚNIAS E OFENSAS, nunca verguei os ombros nem baixei a cabeça. Também hoje o não farei, ainda quando a sobrecarga dos anos me quer predispor à indiferença.
sexta-feira, 22 de julho de 2011
Sou sempre leal, mas não sirvo ninguém
" Ninguém me poderá considerar seu sequaz." (autor - Cunha Leal)
Até no nome era leal. Mas lealdade não é sinónimo de fidelidade. Ser leal é ser verdadeiro, não ocultar intenções, quando são discordantes daquilo que querem de nós. É sermos fiéis a nós próprios, apenas.
Ser fiel a alguém, implica estarmos de joelhos sempre, diante ou atrás dessa pessoa, pense ou não como nós, faça ou não o que, para nós está certo. É seguir incondicionalmente a pessoa a quem se é fiel. Isso é ser escravo! Isso é ser infiel a si próprio, para ser servo/escravo de alguém.
E digo mais: para mim isso é ser débil mental, é não ter dignidade, é ultrajar-se a si próprio.
E por eu pensar assim é que procedo assim e digo, brincando com essas situações: em mim ninguém manda! nem eu!!
Até no nome era leal. Mas lealdade não é sinónimo de fidelidade. Ser leal é ser verdadeiro, não ocultar intenções, quando são discordantes daquilo que querem de nós. É sermos fiéis a nós próprios, apenas.
Ser fiel a alguém, implica estarmos de joelhos sempre, diante ou atrás dessa pessoa, pense ou não como nós, faça ou não o que, para nós está certo. É seguir incondicionalmente a pessoa a quem se é fiel. Isso é ser escravo! Isso é ser infiel a si próprio, para ser servo/escravo de alguém.
E digo mais: para mim isso é ser débil mental, é não ter dignidade, é ultrajar-se a si próprio.
E por eu pensar assim é que procedo assim e digo, brincando com essas situações: em mim ninguém manda! nem eu!!
quinta-feira, 21 de julho de 2011
Foi ele que se enganou...
Na continuação do texto de ontem, destaco a ideia de que partiu Cunha Leal - ele é que se equivocou, ninguém lhe prometeu ser honrado e sério. Ele é que partiu desse princípio. E enganou-se.
Isto pode acontecer a qualquer pessoa bem intencionada. O que fez ele? O que devem fazer as pessoas sérias, honradas e dotadas de raciocínio - retirou-se, mas não desistiu, porque o seu compromisso era com o País, com a República e consigo próprio. Ninguém se atrevesse a pedir-lhe para trair os seus compromissos!
Isto pode acontecer a qualquer pessoa bem intencionada. O que fez ele? O que devem fazer as pessoas sérias, honradas e dotadas de raciocínio - retirou-se, mas não desistiu, porque o seu compromisso era com o País, com a República e consigo próprio. Ninguém se atrevesse a pedir-lhe para trair os seus compromissos!
quarta-feira, 20 de julho de 2011
Um político corajoso
Cunha Leal foi um político que se enganou algumas vezes nas escolhas e que teve a coragem de emendar as escolhas erradas. Quando tinha provas que não eram quem ele pensava, arrepiava caminho,o que revela inteligência também, além de coragem.
E desmascarava nos locais indicados, os que hipocritamente se tinham feito passar pelo que não eram.
Ficou famoso o seu discurso parlamentar, quando retirou o apoio aos sidonistas que tinham objectivos ocultos para destruir a República: "Está sentada naquelas cadeiras uma série de criaturas respeitáveis que me dizem ser o Governo da República, e eu tenho medo que elas pratiquem um abuso inconsciente de confiança, dizendo que de facto são Governo. O primeiro ministério de V. Ex.ª, Sr. Tamagnini Barbosa, não foi um governo, mas um espantalho que esteve no Terreiro do Paço para nada fazer."
Todas as gerações precisavam de ter um Cunha Leal. Pela sua capacidade de emendar o erro, está perdoado.
E desmascarava nos locais indicados, os que hipocritamente se tinham feito passar pelo que não eram.
Ficou famoso o seu discurso parlamentar, quando retirou o apoio aos sidonistas que tinham objectivos ocultos para destruir a República: "Está sentada naquelas cadeiras uma série de criaturas respeitáveis que me dizem ser o Governo da República, e eu tenho medo que elas pratiquem um abuso inconsciente de confiança, dizendo que de facto são Governo. O primeiro ministério de V. Ex.ª, Sr. Tamagnini Barbosa, não foi um governo, mas um espantalho que esteve no Terreiro do Paço para nada fazer."
Todas as gerações precisavam de ter um Cunha Leal. Pela sua capacidade de emendar o erro, está perdoado.
terça-feira, 19 de julho de 2011
A razão deste blog
Até pode acontecer que ninguém leia o que aqui escrevo, mas não é isso que me faz parar.
Combaterei sempre a mentira, a desonestidade, a hipocrisia, o oportunismo, a violência, a bandalheira. Sempre houve quem tentasse triunfar sobre a justiça e a verdade e, durante algum tempo tiveram sucesso. Mas um dia perderam e quando perderam não se levantaram mais. E ainda bem, porque a humanidade precisa de curar as suas feridas para seguir o caminho. E quanto mais longe vai o mal, mais estrondosa é a queda. A história está cheia de triunfos do bem e nem um só, definitivo, do mal. O triunfo do mal é sempre provisório. O resultado definitivo é sempre a queda no abismo. Todos os tiranos, a despeito dos seus triunfos temporários, tiveram um fim trágico. Ser déspota não compensa, ser mentiroso não compensa, ser hipócrita não compensa, ser preguiçoso não compensa, ser desonesto não compensa, ser injusto não compensa. Pensem nisto.
Combaterei sempre a mentira, a desonestidade, a hipocrisia, o oportunismo, a violência, a bandalheira. Sempre houve quem tentasse triunfar sobre a justiça e a verdade e, durante algum tempo tiveram sucesso. Mas um dia perderam e quando perderam não se levantaram mais. E ainda bem, porque a humanidade precisa de curar as suas feridas para seguir o caminho. E quanto mais longe vai o mal, mais estrondosa é a queda. A história está cheia de triunfos do bem e nem um só, definitivo, do mal. O triunfo do mal é sempre provisório. O resultado definitivo é sempre a queda no abismo. Todos os tiranos, a despeito dos seus triunfos temporários, tiveram um fim trágico. Ser déspota não compensa, ser mentiroso não compensa, ser hipócrita não compensa, ser preguiçoso não compensa, ser desonesto não compensa, ser injusto não compensa. Pensem nisto.
Valores fundamentais
O valor fundamental para mim, é a integridade de carácter, que por sua vez é formada por um conjunto de valores: honra, ética, honestidade, bondade, sentido de justiça, frugalidade, simplicidade, humildade, dignidade, verdade. Claro que há muitos outros valores, mas são estes os que mais cultivo. Estes são os que me deram os meus progenitores. Há ainda os valores adquiridos: o conhecimento, a competência, o profissionalismo. A aquisição de conhecimentos foi sempre a sedução da minha vida e a ela dediquei todas as minhas horas livres das obrigações profissionais e familiares e para com a comunidade. Dei sempre prioridade á minha profissão. Considerava que foi um contrato que fiz com a sociedade, que me pagava para que eu lhe prestasse aquele serviço. Por isso, quando entrava na sala de aula, tudo o resto ficava cá fora, até a família. Erros todos cometemos, mas pus todo o cuidado em não ser injusta.
É isso que tenho mais dificuldade em perdoar - as injustiças. É que a justiça é um direito de quem é julgado e um dever de quem julga.
É isso que tenho mais dificuldade em perdoar - as injustiças. É que a justiça é um direito de quem é julgado e um dever de quem julga.
quinta-feira, 14 de julho de 2011
Premiar o erro
Só acontece em Odivelas. Tomam-nos por "broncos". Só pode ser isso. Mas quem premeia o erro é que revela ignorância.
Também se dão prémios sem qualquer critério, ou então com um único critério - promoverem-se, aproveitando a boleia da cobertura feita pela comunicação social, que sempre tem a hipótese de imagens televisivas. Há quem adore. A rainha dessa área todos conhecem - a Lili Caneças. Essa não esconde o seu fraquinho, honra lhe seja feita. Não a condeno por isso, sempre foi alvo das revistas cor de rosa, da moda e da vida do jet-set. Cada um é para o que nasce.
Mas também há quem disfarce e queira o mesmo. Ficou em evidência o comportamento do ex-primeiro ministro com a célebre bronca e a narcisista pergunta - "fico bem assim...ou assim...?!"
O povo respondeu-lhe - "de forma nenhuma!!"
Também se dão prémios sem qualquer critério, ou então com um único critério - promoverem-se, aproveitando a boleia da cobertura feita pela comunicação social, que sempre tem a hipótese de imagens televisivas. Há quem adore. A rainha dessa área todos conhecem - a Lili Caneças. Essa não esconde o seu fraquinho, honra lhe seja feita. Não a condeno por isso, sempre foi alvo das revistas cor de rosa, da moda e da vida do jet-set. Cada um é para o que nasce.
Mas também há quem disfarce e queira o mesmo. Ficou em evidência o comportamento do ex-primeiro ministro com a célebre bronca e a narcisista pergunta - "fico bem assim...ou assim...?!"
O povo respondeu-lhe - "de forma nenhuma!!"
quarta-feira, 13 de julho de 2011
Valorizar o património e os centros históricos
Nos países cultos e civilizados, nos centros históricos não se constroem edifícios novos. Restauram e consolidam as construções antigas. Em Portugal também se está a adoptar esse modelo em muitas povoações. Há mesmo modelos, como é o caso da aldeia de Sortelha. Aqui bem perto, em Mafra, nada se admite "fora de tom", nas imediações do convento/palácio. Nem pensar! Na Guarda está perfeito o centro histórico. O mesmo se diz de Braga, Guimarães e um elevado número de povoações. Nalguns casos, as Câmaras, compram o que existe próximo dos monumentos para demolirem e dar espaço aos monumentos. Esses espaços são animados com recreações históricas, factores de identidade da comunidade local.
Em Odivelas constrói-se dentro das zonas de protecção. Acaba-se com os espaços que ainda há, sem se procurar o seu interesse histórico. E têm a ousadia de afirmar que os projectos são excelentes! Admito que sim. Podem até candidatá-los ao prémio Valmor, mas construam-nos noutro local. O disparate que fizeram na rua da Fonte, é obra de bárbaros!
Aquele local tem uma riquíssima história. Por ali vinha o rei D. João V, visitar a Madre Paula, porque o Papa o proibiu de entrar no mosteiro. O pátio do Ajax era muito maior e ali estacionavam os coches reais.
Fazer a recriação destes acontecimentos, só com espaço, que já não há.
E clamam que está tudo legal: mas nem tudo o que é legal é legítimo, e este é um caso desses.
Uns ficam na história por boas obras, outros pelos erros que cometeram. Há quem tenha mau gosto!
Em Odivelas constrói-se dentro das zonas de protecção. Acaba-se com os espaços que ainda há, sem se procurar o seu interesse histórico. E têm a ousadia de afirmar que os projectos são excelentes! Admito que sim. Podem até candidatá-los ao prémio Valmor, mas construam-nos noutro local. O disparate que fizeram na rua da Fonte, é obra de bárbaros!
Aquele local tem uma riquíssima história. Por ali vinha o rei D. João V, visitar a Madre Paula, porque o Papa o proibiu de entrar no mosteiro. O pátio do Ajax era muito maior e ali estacionavam os coches reais.
Fazer a recriação destes acontecimentos, só com espaço, que já não há.
E clamam que está tudo legal: mas nem tudo o que é legal é legítimo, e este é um caso desses.
Uns ficam na história por boas obras, outros pelos erros que cometeram. Há quem tenha mau gosto!
O direito à indignação
Considero os cargos políticos lugares de desempenho de serviço público. Há, contudo, quem os assuma como exercício de poder. Não tenho sequer dúvidas que estão enganados. Aconselho-os a reflectirem melhor. Só pensam assim porque têm ânsia de liderança, mas não são líderes. Um líder não precisa de usar o poder. O exemplo de bom líder, foi Gandi. Exemplos de líderes foram os mestres das grandes religiões. Observem como lideravam. Nunca invocavam o poder. Nunca usaram do poder para "calar" a livre expressão. A represália sobre quem exprime opiniões contrárias ou critica o desempenho de alguém que se julga poderoso só demonstra um espírito mesquinho e tirano. Sinto a maior repulsa e desprezo profundamente seres tão mal formados. O poder político não existe, é uma imagem construída a partir de um equívoco. E quando se esclarecem os equívocos, essas figuras diluem-se com tudo o que não tem consistência.
domingo, 12 de junho de 2011
Os documentos e a História
Os documentos são as provas que nos autorizam a fazer afirmações em História. Quando as nossas teses não apresentam essas provas, são apenas argumentos. Quando teses mal fundamentadas vêm contradizer as teses anteriores, lançam a confusão sem nada esclarecerem, mas para os desprevenidos passam a ser dogmas. Mais aconselhável seria tomarmos conhecimento de todas e só depois nos inclinarmos para a que apresentar melhores argumentos, enquanto não houver uma que se fundamente em documentos.
Poder sem limites
Conta-se que o rei Luís XIV mandou chamar ao paço um famoso poeta francês para lhe pedir opinião sobre uma poesia que tinha feito.
O poeta leu, olhou para o rei e disse:
- Vossa Magestade pode tudo! Vossa Magestade quis fazer má poesia, e conseguiu!
Poder como este, há muito quem tenha. Alguns, conhecendo os seus limites, não se expõem; infelizmente para eles, há outros que querem ser humilhados e conseguem!
O poeta leu, olhou para o rei e disse:
- Vossa Magestade pode tudo! Vossa Magestade quis fazer má poesia, e conseguiu!
Poder como este, há muito quem tenha. Alguns, conhecendo os seus limites, não se expõem; infelizmente para eles, há outros que querem ser humilhados e conseguem!
sexta-feira, 10 de junho de 2011
Um exemplo
Para quem não sabe o significado da palavra integridade apresento-lhe um exemplo: o Doutor António Barreto. Um país que tem um cidadão com a qualidade humana de uma pessoa como ele, tem de ter futuro. Um pensador sério, conhecedor, culto, que honra Portugal.
O seu magnífico discurso pronunciado hoje em Castelo Branco, não teve um deslize, uma palavra fora da realidade portuguesa. Com a maior serenidade e sem tom acusatório, denunciou erros, apontou caminhos, exigiu responsabilização. Nada mais justo. Quem poderá, com honestidade, discordar? As vítimas reclamam justiça e enquanto não for feita, não teremos paz.
O seu magnífico discurso pronunciado hoje em Castelo Branco, não teve um deslize, uma palavra fora da realidade portuguesa. Com a maior serenidade e sem tom acusatório, denunciou erros, apontou caminhos, exigiu responsabilização. Nada mais justo. Quem poderá, com honestidade, discordar? As vítimas reclamam justiça e enquanto não for feita, não teremos paz.
quarta-feira, 1 de junho de 2011
Eu acuso!
Actos de violência covardes como aqueles que ultimamente têm sido publicitados nas televisões, enchem-nos de indignação e merecem-nos o mais veemente repúdio. Se a violência física é por si só condenável, torna-se repugnante e abjecta, quando se lhe soma a covardia. Juntas, baixam o ser humano à categoria de monstro. Se lhe adicionarem ainda o oportunismo, temos um verme venenoso. Pois foi nisso que se transformaram alguns indivíduos, que nos seus locais de trabalho, para conservarem tachos a que não têm direito, exercem violência psicológica sobre colegas, para os afastarem dos lugares para que têm formação e ganharam por concurso público. Isto acontece porque as chefias são coniventes e tão responsáveis e culpadas como os ditos vermes, porque são também vermes. O caso inqualificável do militar da marinha, foi conhecido passados dois anos. Talvez daqui a dois anos venhamos a tomar conhecimento de actos de violência psicológica que aconteceram nas nossas barbas, com grandes recompensas para os seus autores, e de que só os próprios e a família mais próxima tem conhecimento, porque sem imagens, não têm como fazer a denúncia. As consequências estão aí, aguardam reparação e castigo, mas os responsáveis colaboram com os criminosos e premeiam-nos em lugar de os castigarem, como é justo!
Eu acuso!
Eu acuso quem pratica estes crimes!
Eu acuso quem os permite!
Eu acuso quem os encobre!
Não perdi a esperança na JUSTIÇA!! Tarda, mas não falha.
Eu acuso!
Eu acuso quem pratica estes crimes!
Eu acuso quem os permite!
Eu acuso quem os encobre!
Não perdi a esperança na JUSTIÇA!! Tarda, mas não falha.
Fez 100 anos que votou pela 1.ªvez uma mulher
O Mosteiro de Cós
Um dos últimos programas do Dr. Hermano Saraiva, foi transmitido de Cós, no município de Alcobaça. Falou do restauro deste mosteiro e documentou com imagens. Está quase concluído o restauro da belíssima igreja, incluindo o coro baixo com o respectivo cadeiral. A Câmara continua a apostar no que tem de melhor para atrair turistas. Em décadas de abandono, foram surgindo edifícios de habitação em volta do mosteiro. A Câmara está agora a adquirir essas habitações para as demolir. Já demoliu algumas e tenciona demolir todas as que puder adquirir na zona de protecção e que, na opinião dos autarcas estão a desvalorizar o monumento e a impedir as recriações históricas que poderão vir a realizar-se no local.
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