Nos países cultos e civilizados, nos centros históricos não se constroem edifícios novos. Restauram e consolidam as construções antigas. Em Portugal também se está a adoptar esse modelo em muitas povoações. Há mesmo modelos, como é o caso da aldeia de Sortelha. Aqui bem perto, em Mafra, nada se admite "fora de tom", nas imediações do convento/palácio. Nem pensar! Na Guarda está perfeito o centro histórico. O mesmo se diz de Braga, Guimarães e um elevado número de povoações. Nalguns casos, as Câmaras, compram o que existe próximo dos monumentos para demolirem e dar espaço aos monumentos. Esses espaços são animados com recreações históricas, factores de identidade da comunidade local.
Em Odivelas constrói-se dentro das zonas de protecção. Acaba-se com os espaços que ainda há, sem se procurar o seu interesse histórico. E têm a ousadia de afirmar que os projectos são excelentes! Admito que sim. Podem até candidatá-los ao prémio Valmor, mas construam-nos noutro local. O disparate que fizeram na rua da Fonte, é obra de bárbaros!
Aquele local tem uma riquíssima história. Por ali vinha o rei D. João V, visitar a Madre Paula, porque o Papa o proibiu de entrar no mosteiro. O pátio do Ajax era muito maior e ali estacionavam os coches reais.
Fazer a recriação destes acontecimentos, só com espaço, que já não há.
E clamam que está tudo legal: mas nem tudo o que é legal é legítimo, e este é um caso desses.
Uns ficam na história por boas obras, outros pelos erros que cometeram. Há quem tenha mau gosto!
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