domingo, 12 de junho de 2011

Os documentos e a História

Os documentos são as provas que nos autorizam a fazer afirmações em História. Quando as nossas teses não apresentam essas provas, são apenas argumentos. Quando teses mal fundamentadas vêm contradizer as teses anteriores, lançam a confusão sem nada esclarecerem, mas para os desprevenidos passam a ser dogmas. Mais aconselhável seria tomarmos conhecimento de todas e só depois nos inclinarmos para a que apresentar melhores argumentos, enquanto não houver uma que se fundamente em documentos.

Poder sem limites

Conta-se que o rei Luís XIV mandou chamar ao paço um famoso poeta francês para lhe pedir opinião sobre uma poesia que tinha feito.
O poeta leu, olhou para o rei e disse:
- Vossa Magestade pode tudo! Vossa Magestade quis fazer má poesia, e conseguiu!
Poder como este, há muito quem tenha. Alguns, conhecendo os seus limites, não se expõem; infelizmente para eles, há outros que querem ser humilhados e conseguem!

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Um exemplo

Para quem não sabe o significado da palavra integridade apresento-lhe um exemplo: o Doutor António Barreto. Um país que tem um cidadão com a qualidade humana de uma pessoa como ele, tem de ter futuro. Um pensador sério, conhecedor, culto, que honra Portugal.
O seu magnífico discurso pronunciado hoje em Castelo Branco, não teve um deslize, uma palavra fora da realidade portuguesa. Com a maior serenidade e sem tom acusatório, denunciou erros, apontou caminhos, exigiu responsabilização. Nada mais justo. Quem poderá, com honestidade, discordar? As vítimas reclamam justiça e enquanto não for feita, não teremos paz.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Eu acuso!

Actos de violência covardes como aqueles que ultimamente têm sido publicitados nas televisões, enchem-nos de indignação e merecem-nos o mais veemente repúdio. Se a violência física é por si só condenável, torna-se repugnante e abjecta, quando se lhe soma a covardia. Juntas, baixam o ser humano à categoria de monstro. Se lhe adicionarem ainda o oportunismo, temos um verme venenoso. Pois foi nisso que se transformaram alguns indivíduos, que nos seus locais de trabalho, para conservarem tachos a que não têm direito, exercem violência psicológica sobre colegas, para os afastarem dos lugares para que têm formação e ganharam por concurso público. Isto acontece porque as chefias são coniventes e tão responsáveis e culpadas como os ditos vermes, porque são também vermes. O caso inqualificável do militar da marinha, foi conhecido passados dois anos. Talvez daqui a dois anos venhamos a tomar conhecimento de actos de violência psicológica que aconteceram nas nossas barbas, com grandes recompensas para os seus autores, e de que só os próprios e a família mais próxima tem conhecimento, porque sem imagens, não têm como fazer a denúncia. As consequências estão aí, aguardam reparação e castigo, mas os responsáveis colaboram com os criminosos e premeiam-nos em lugar de os castigarem, como é justo!
Eu acuso!
Eu acuso quem pratica estes crimes!
Eu acuso quem os permite!
Eu acuso quem os encobre!
Não perdi a esperança na JUSTIÇA!! Tarda, mas não falha.

Fez 100 anos que votou pela 1.ªvez uma mulher

No dia 28 de Maio deste ano, completou-se um século após a primeira votação feminina. A Torre do Tombo celebrou essa data, expondo uma carta da 1.ª eleitora, na qual ela descreve como decorreu esse acontecimento.

O Mosteiro de Cós

Um dos últimos programas do Dr. Hermano Saraiva, foi transmitido de Cós, no município de Alcobaça. Falou do restauro deste mosteiro e documentou com imagens. Está quase concluído o restauro da belíssima igreja, incluindo o coro baixo com o respectivo cadeiral. A Câmara continua a apostar no que tem de melhor para atrair turistas. Em décadas de abandono, foram surgindo edifícios de habitação em volta do mosteiro. A Câmara está agora a adquirir essas habitações para as demolir. Já demoliu algumas e tenciona demolir todas as que puder adquirir na zona de protecção e que, na opinião dos autarcas estão a desvalorizar o monumento e a impedir as recriações históricas que poderão vir a realizar-se no local.